quinta-feira, novembro 11, 2004
Queria dizer da tarde fria que faz la fora, da chuva que bate em minha janela e de tantas coisas que sintoqueimar aqui dentro.
Mas meus sentindos estão entorpecidos pela fruta fermentada, pelo álcool que reage no meu sangue.Sinto o ar abafado em minhas narinas da poeira que acenta em baixo do temporal.
No meu peito há um grito sufocado, tento ignorar a vontade chorar de transformar toda minha tristeza em água salagada.
Poucos segundos com meus olhos fechados sinto a leveza do meu corpo ignorando gravidade, tudo agora é tão leve como brisa, parece quejá não é mais necessario respirar, nem viver. Sinto prazer na dor, sinto-me bem ao escancarar a própria ferida numa espécie de masoquismo sentimental.
Desejo quem nunca desejei e me confundo em meio a sentimentos dispersos na dor, tristeza, desejo e euforia.
Hoje eu estou só. Como em todos os dias eu estou sozinha de presenças humanas e da minha consciência que parece ter partido para nunca mais voltar, não me arrependo mais de nada, dos pileques que tomei, das aulas que matei das coisas que disse a quem sempre tive vergonha de dizer - quero ter-te em meus braços, quero ama-lo por simplesmente deseja-lo. Por que todos nos não nascemos bêbados? Bêbados de amor, bêbados de saudade, de desejo... nascer despido de moralismosestupidos, de falsas máscaras.
Eu quero ser forte e intensa como a chuva que chora lá fora, gritar como um trovão.
Quero ser tempestade, fogo, amor, eu quero ser o orgasmo das estrelas, a língua da lua que que se queima todas as madrugadas ao tentar tocar o sol.
Insana como Virginia Woolf, pragmática como Clarice Lispector.
Eu quero ser "In my Place", eu quero ser Cold Play.Eu quero ser você, ela, simplesmente eu.
Ao som de In my Place (COLD PLAY )
Por Addicted, 15:04
Pedrinhas no sapaTo_
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